Exposição Caima 130 anos

 

De Albergaria a Constância

1888-2018

Portugal na Indústria da Pasta de Papel

 

Casa - Memória de Camões | Constância

16-11-2018 a 17-05-2019

sábados e domingos das 14:30 às 18:00

entrada livre

 

Treze décadas representam um marco relevante na história de uma indústria portuguesa. Sobretudo se considerarmos que sobreviveu, cresceu e desenvolveu-se em épocas distintas da História de Portugal.

A Caima – Indústria de Celulose, SA nasceu em 17 de Maio de 1888, no fim do reinado de D. Luís I. Depois da monarquia veio a I.ª República, a Ditadura Militar, o longo período do Estado Novo, a Revolução dos Cravos, a adesão à CEE e a nova era da globalização.

Resistiu às duas Grandes Guerras, quando as dificuldades se acentuaram dramaticamente.

Na sua génese estão empresários londrinos que resolveram investir numa fábrica de pasta de papel de processo químico para o mercado internacional.

A Caima, nos seus 130 anos, mostra-se com exemplo do que foi, do que é e do que pretende ainda ser enquanto instituição empresarial, centro de trabalho, compromisso social e legado histórico.

 

Inovação - Cerne do Sucesso

A indústria da Caima, tanto em Albergaria, como em Constância fundou-se tendo como eixo estratégico a inovação, associada à produção de pastas químicas de madeira pelos processos de bissulfito de cálcio e de magnésio.

A Caima foi a primeira unidade fabril do Mundo a usar o eucalipto como matéria-prima da indústria química de celulose.

A inovação voltou a estar na base da recente transferência tecnológica da pasta de papel para a pasta solúvel (2014), ocupando a Caima um lugar pioneiro na produção desta nova matéria-prima.

Empresários e trabalhadores

Da Caima fazem parte todos os colaboradores/trabalhadores: os do passado e os do presente. Ambos são parte constituinte da instituição e da sua memória, tal como os empresários e os quadros técnicos.

Todos partilham do memorial das duas fábricas de pasta química. Ontem em Albergaria. Hoje em Constância.

Construir uma Indústria

As indústrias a partir da Idade Média e sobretudo depois da Revolução Industrial foram fundamentais na história da humanidade, apesar de alguns aspectos sociais e ambientais negativos de carácter conjuntural e que a evolução tem procurado debelar.

A construção de uma indústria é um processo muito complexo, sobretudo se considerarmos o equipamento tecnológico, a necessidade de energia, a sua arquitectura específica e a engenharia, em especial a de processo químico.

A escolha do sítio da edificação de uma fábrica só se resolve depois de estudos preliminares onde tudo conta: geografia, população, tradição industrial do lugar, existência de recursos naturais e energéticos, aceitação social das comunidades, etc.

Estabelece-se, doravante, um diálogo entre as fábricas e os seus lugares de implantação. Ambos se olham mutuamente, como é o caso da fábrica de celulose de Constância, procurando os reflexos que explicam a mútua correspondência entre si.

No rio Caima, afluente do Vouga, a Fábrica de Pasta de Papel de Albergaria-a-Velha, ainda que oculta num vale de uma região montanhosa, deixou as suas marcas sociais e culturais na história da região, pela importância histórica que adquiriu na indústria portuguesa desde as suas origens em 1888 até ao seu encerramento em 1994. A Fábrica de Albergaria é a fábrica-mãe, local onde se pensou o que viria a ser a Fábrica de Constância.

 

Agenda

 

Conferências

18-01-2019 "Os Ingleses da Caima" | Sofia Costa Macedo (início às 17:30)
15-02-2019 "Antes era o vapor: contribuições para o estudo da história da energia na Caima" | Susana Pacheco (início às 17:30)
22-03-2019 "Na génese da Fábrica de Pasta de Papel da Caima: Minas, Quintas e Madeiras" | Jorge Custódio (início às 17:30)

Dia Aberto

17-05-2019 A fábrica da Caima vista pelos arqueólogos industriais
 

 

Apresentação de livro

18-05-2019 Cento e Trinta Anos a Produzir Inovação: história, técnica e cultura da Caima – Indústria de Celulose, SA

 

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